Curuçá, assim se chama hoje a antiga Vila Nova de El Rey.
O
nome Curuçá, segundo o Professor Coutinho de Oliveira, tem o
significado de “lugar onde há seixos ou cascalhos”, pois Curu = seixos
ou cascalhos em tupi, afirma o estudioso do assunto. Há também indícios
de Curuçá significar “Cruz Grande”, que é a definição mais popular,
devido ao cruzamento dos rios Muriá, Curuçá e araquaim. E ainda uma
terceira opinião de ser “lugar de muita música”, na concepção do
Professor “Passito” de Vila Maú.
Curuçá
localiza-se na zona do salgado, possuindo uma área de aproximadamente
676,30 Km2, limitando-se ao norte com o Oceano Atlântico, ao sul com o
Município de Terra Alta, ao leste com o de Marapanim e ao oeste com o
Município de São Caetano de Odivelas. Seu clima é o tropical úmido.
Possui, atualmente, uma população de 26.220 habitantes e portanto, uma
densidade demográfica de aproximadamente 38,77 h/ Km2.
Terra
Alta já foi território curuçaense, porém pela Lei Nº 5709 de 27 de
dezembro de 1991, sancionada pelo Governador do Estado Pará Jader
Fontenelle Barbalho e publicada quatro dias depois, dia 31 de dezembro
no Diário Oficial do Pará, Terra Alta deixou de ser povoado de Curuçá e
foi elevada à categoria de Cidade.
Curuçá
festeja a sua emancipação política em 14 de maio, pois Curuçá foi
elevada à categoria de cidade pela Lei 236 de 14 de maio de 1895 pelo
ato do Governador Lauro Benjamim Nina Sodré da Silva.
A
cultura curuçaense é marcada pelo carimbó e danças folclóricas, dando
ênfase ao Festival do Folclore que acontece no terceiro final de semana
de julho. Curuçá também apresenta uma variedade de rítimos e danças que
caíram no gosto popular, como: hawe, melody, forró, hip hop e funk.
Considerando ainda a versalidade na cultura musical, temos músicas ao
vivo em barzinhos com cantores e músicos da terra, tais como: Paulinho,
Clésio Augusto, Jungler, dentre outros, Skema Embaloê que se destacou
com a música “Há controvérsia” da autoria de Emílio Ferrene e Noêmi
Cunha. Curuça também é destaque no carnaval do Estado do Pará,
expressando internacionalmente sua arte, quando no Bloco “Os Pretinhos
do Mangue” mostra a sua preocupação com a preservação do meio ambiente.
As
principais festividades religiosas da igreja católica são: Círio de
Nossa Senhora do Rosário que ocorre no terceiro domingo de setembro; e a
festividade de São Benedito Achado que ocorre no terceiro domingo de
dezembro.
Muitos relatos do
contexto histórico que identificam o início do povoamento e fundação até
os dias atuais, podemos encontrar nos livros “Fragmentos Históricos de
Curuçá” do autor Paulo Hemrique dos Santos Ferreira, grande pesquisador e
historiador de Curuçá, o qual recebeu o título de Comendador na gestão
do Prefeito Raimundo Oliveira de Almeida. Cita-se a seguir alguns
trechos dessas obras: “[...] Curuçá é de certo resultante das
expedições missionárias nesta região no século XVII. A causa de nosso
descobrimento está associada à expansão missionária jesuítica, que após
ter sido estabelecida em Natal desde 1597, abrangeu todo o Norte
acompanhada da ação dos conquistadores e colonizadores de el-rei [...] O
objetivo era cristianizar os índios das capitanias doadas por el-rei
aos senhores portugueses, com fim a exploração econômica da Colônia para
a Coroa Portuguesa, desta forma a missão era um projeto religioso
ligado catequização e exploração das riquezas de nossa terra [...] Os
Jesuítas tiveram a seu cargo as chamadas missões, aldeias ou reduções
religiosas...atualmente muitas delas são cidades como a nossa amada
Curuçá [...] uma Provisão expressa por El – Rei concedia aos Jesuítas
uma ereção de uma aldeia das já convertidas para os serviços do Colégio e
nesse contexto foi que a aldeia de Curuçá foi fundada em decorrência de
Provisão Real de 23 de setembro de 1652 sancionada pelo então Rei de
Portugal D. João IV, lançando dessa forma os fundamentos de nossa
colonização aos cuidados dos Padres da Companhia de Jesus, e assim
traçando a estrutura inicial da educação, cultura e religiosidade de
nosso povo [...] Os índios da Aldeia Curuçá eram livres e apesar de
serem dados em função do serviço do Colégio das Missões no Pará, eles
recebiam salário [...] Em Curuçá não se registra atualmente núcleos
indígenas, porém os índios Andirás é o povo que ficou na memória de
nossos conterrâneos [...]”. Como prova verdadeira deste último
trecho, tinhamos o Bloco Carnavalesco “Arranco do Andirás” que em seus
sambas enredos buscava resgatar a nossa história e trazia pra o corredor
da folia um grito de alerta para que não morresem as nossas tradições,
traçando assim o perfil do nosso então Carnaval. Embora, hoje, o bloco
não se apresente mais, mas deixou em nossos corações muitas saudades do
carnaval “de um tempo que não volta mais”.
Curuçá
sempre realiza eventos que visam a integração do povo, chamando atenção
para as coisas da nossa terra. O Festival da Canção foi um exemplo
disso e vale lembrar que ficou em 1º lugar a música “morena dos
Andirás”, de Mário Puska na interpretação de J. Melo e em 2º lugar,
“Dum-dum pesqueira” de Emílio Ferrene, o qual ganhou prêmio especial de
melhor intérprete. Dentre outros eventos temos: Arraial Popular e a
Noitada Curuçaense que acontece no primeiro dia do Festival do Folclore.
Fonte: Alguns dados foram
tirados de FERREIRA, Paulo Henrique dos Santos, Fragmentos Históricos de
Curuçá, 1ª ed. Vol.01, ano 2002, Graf-Set/ Castanhal/Pará/Brasil. (Retirado do BLOGGER: http://curucapa.blogspot.com.br/p/historico.html)
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